sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Especialistas listam mitos e verdades sobre os dentes sisos



Eles surgem por volta dos 16 aos 25 anos e ainda fazem muita gente perder o sono.
Por isso, o EXTRA convidou dois especialistas para esclarecer as dúvidas mais frequentes nos consultórios sobre os dentes sisos - ou terceiros molares.

Qual a melhor idade para extração? Por que algumas pessoas nascem sem eles? Para que servem esses dentes?

“Anteriormente, a função era manter uma boa atividade mastigatória. Isso porque os primeiros dentes, que nasciam por volta dos seis anos, eram perdidos muito cedo, uma vez que o período era mais suscetível a cáries dentárias. Hoje, como a perda precoce do primeiro molar é rara devido à odontologia mais conservadora e a concentração de flúor nas águas, os sisos perderam a função original”, explica o cirurgião-bucomaxilofacial Augusto Pary.

A cirurgia para retirada dos sisos é feita em consultório, com anestesia local, e dura cerca de 40 minutos. Apenas em casos mais complexos, o paciente pode ser levado ao hospital para fazer o procedimento. Após a cirurgia, é normal haver inchaço e incômodo, que duram de três a quatro dias. Nesse período é importante evitar alimentos quentes (e abusar dos gelados!), não abaixar a cabeça e abrir mão das atividades físicas.

Nem todo mundo, porém, precisa retirar os sisos.
"Em casos raros, o dente nasce harmoniosamente e a retirada não é necessária. Porém, grande parte das pessoas têm problemas, principalmente se os sisos ficarem cobertos por parte da gengiva, o que pode causar infecções, com complicaçoes sérias. Assim, a extração é indicada como método preventivo", orienta a cirurgiã-bucomaxilofacial Katyuscia Lurentt.



Saiba mais sobre os chamados "dentes do juízo":

- Quem já extraiu um siso tem que tirar todos os outros;

Mito. O que se recomenda é que, se foi retirado o siso superior do lado esquerdo, por exemplo, o inferior do mesmo lado também seja extraído. É o chamado dente antagonista. "Esse antagonista pode tentar ocupar o espaço do dente removido. O dente pode continuar 'crescendo' e machucar a gengiva oposta", afirma a dentista Cláudia Fugita.

- Não é bom retirar os sisos na adolescência;

Mito. O momento da retirada deve ser avaliado pelo dentista em cada caso. Há estudos que indicam a idade ideal entre os 16 e os 18 anos, porque há somente 2/3 da raiz formada. Após esse período, a extração pode ser mais complicada.

- Sisos podem atrapalhar o alinhamento dos outros dentes;

Verdade. A força da erupção dos sisos pode fazer com que dentes vizinhos fiquem desalinhados ou até apinhados (uns por cima dos outros). O nascimento dos sisos também pode atrapalhar o tratamento ortodôntico. "Como o dente siso é o último da arcada e normalmente tem pouco espaço para nascer, ele pode dificultar a movimentação dos outros dentes em tratamento com aparelhos ortodônticos", afirma Cláudia Fugita.

- Mesmo antes de nascer, o siso está sujeito a cáries.

Mito. Qualquer dente só estará sujeito à cáries se exposto ao meio bucal. Porém, se o siso estiver semi-incluso, ou seja, com uma parte exposta e outra sob a gengiva, e não houver uma higiene adequada, ele pode, sim, ter cárie.
- O siso pode atrapalhar a movimentação da boca, a fala e a respiração.
Mito. O dente siso não interfere na fala e na respiração. Pode acontecer de atrapalhar a movimentação da boca se gengiva estiver inchada ao seu redor, devido a um processo chamado pericoronarite (inflamação da gengiva).

- É normal sentir dor e ter sangramento quando o siso está nascendo.

Depende. Normalmente o dente do siso não causa dor nem sangramento para nascer. A dor acontece quando há uma infecção na parte da gengiva que recobre o siso.

- O siso é um dente mais difícil de extrair do que os outros.

Verdade. Por estar em um local de difícil acesso, a extração do dente do siso é mais complexa. Muitas vezes, ele está numa posição desfavorável (em lugar de nascer na posição vertical, ele nasce horizontalmente ou inclinado) e isso pode dificultar a remoção. Os especialistas, entretanto, dispõem de técnicas que permitem a extração com tranquilidade.

- É possível retirar os quatro sisos de uma vez.

Verdade. A extração dos quatro sisos de uma única vez pode ser feita em consultório e, ao contrário do que muita gente acredita, usando apenas anestesia local. "Mas esse tipo de procedimento não é necessário. Vai depender do julgamento do profissional", afirma o cirurgião-bucomaxilofacial Augusto Pary.

- Sisos inclusos podem provocar perda óssea.

Raramente. A perda de massa óssea ao redor do siso só acontece se houver um problema periodontal ou de infecção crônica. A perda óssea também pode estar ligada à formação de um cisto ou tumores. Mas esses são casos muito raros, segundo Pary.

- É possível nascer sem os sisos ou com apenas alguns deles.

Verdade. É muito comum. O siso é um dente em extinção, ou seja, ao longo do tempo a arcada humana diminuiu e o número de dentes foi reduzido. É uma adaptação do ser humano à evolução da espécie.

Fonte: Extra

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Saiba para que serve cada tipo de escova

Nas prateleiras são muitas marcas, números, tipos de escova de dentes. Para saber qual a mais indicada, nada melhor do que consultar o dentista. Mas, para tirar algumas dúvidas sobre essa protagonista da higiene oral, o cirurgião-dentista Hugo Roberto Lewgoy, desvenda mitos e explica para que serve cada tipo de escova.



Formas e formatos

O mais indicado pela maioria dos dentistas é optar por uma escova com cerdas planas, pontas arredondadas, do tipo ultramacia, e sempre com uma grande quantidade de cerdas. Existem diferenças nas bordas das escovas e, principalmente, no formato da cabeça. As variações são recomendadas para diversos fins, como faixa etária, diferenças no tamanho do arco dental, tipo de gengiva e casos específicos, como aparelhos ortodônticos.

Para alcançar os dentes do fundo

Nada de escolher sua escova entre os produtos infantis. Há um mito de que as escovas infantis servem para adultos por ter a cabeça menor e alcançar os espaços mais escondidos. Existem escovas de adulto com cabeça bem pequena para esta função.Outra opção são as escovas do tipo unitufo que chegam nos dentes do fundo por menor que seja o espaço. Estas escovas também são ótimas para a limpeza da margem gengival e para retoques na escovação tradicional.

Cerdas duras X cerdas macias

Antigamente as escovas eram classificadas como macias, médias e duras, porém, as escovas macias substituíram as outras e foram subdivididas em supermacias, extramacias e ultramacias. Hoje, não existe mais indicação para escovas duras e médias, pois provocam abrasão do esmalte e retração gengival em longo prazo. A ultramacia é a única escova livre de traumas, recomendada para prevenir o desgaste do esmalte e a retração gengival.

Muitos viveram a época em que o correto era a remoção total da placa bacteriana. No entanto, essa premissa foi deixada para trás. Atualmente sabe-se que apenas a desorganização deste biofilme oral é suficiente para prevenir as cáries e doenças gengivais. Isso quer dizer que não adianta escovar os dentes com uma escova mais dura e ter com o passar do tempo retração gengival e sensibilidade dental. A sensibilidade afeta aproximadamente 25% dos indivíduos em todo mundo. São milhões de pessoas com que sofrem com a hipersensibilidade dentinária, que é, muitas vezes, provocada pela utilização de uma escova muito dura e cremes dentais abrasivos.

É hora de trocar

O consumo de escovas dentais no Brasil é muito baixo atingindo uma escova per capta a cada ano e meio. Na Suíça, por exemplo, a troca de escovas dentais é praticamente mensal. Algumas escovas no mercado vêm com uma faixa azul, que, quando clareia, indica que está na hora de ser aposentada. Mas nem sempre estes indicadores mostram o momento ideal para troca. De forma geral, as escovas devem ser trocadas entre dois e três meses de vida. O melhor é mantê-las sempre novas, uma vez que escovas antigas, ou muito usadas, perdem efetividade e induzem a pessoa a aumentar a força durante a escovação. O mal disso é o desgaste do esmalte dental e a retração gengival.

Língua não se limpa com escova dental

As escovas que trazem limpador de língua e bochechas na parte de trás, não são as mais indicadas para garantir a limpeza da língua. Para esse fim existem os limpadores de língua que executam esta tarefa com mais eficiência e sem desconfortos ou ânsia. Eles têm formato anatômico: a cabeça acompanha o formato da língua, o cabo angulado se encaixa na mão perfeitamente, a altura é bem menor do que uma escova de dente normal o que permite alcançar bem no fundo da língua, Além de tudo, os limpadores não ferem a língua e eliminam o risco da contaminação cruzada.

Fonte: Terra